Como cuidar de seus dentes e gengivas

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A Dra Silméa Zegaib , especialista em Periodontia e Prótese Dentária, esclarece quais são as principais causas das doenças bucais e conta como cuidar de seus dentes e gengivas.

Prevenção: Check-up dental

O check-up dental preventivo é um exame realizado através de imagens captadas por uma câmera intraoral de alta definição, permitindo visualizar lesões de cárie e outras em seu início. Com essas imagens, pode-se analisar detalhadamente dentes, gengiva, língua, lábios e, por exemplo, encontrar uma pequena infiltração ou o início de uma cárie que não seriam detectados facilmente a olho nu.
Uma detecção precoce evita obturações desnecessárias, impede a instalação de doenças da gengiva, previne o desenvolvimento de tumores e o agravamento das doenças bucais em geral, além de manter seu sorriso lindo.
Agende sua visita ao dentista hoje e mantenha sua tranquilidade ao sorrir.

Saúde dos dentes

O que causa a cárie?

A cárie dental é uma doença infecciosa de natureza bacteriana, transmissível em humanos. A bactéria responsável pela transmissibilidade é o estreptococos do grupo mutans, capaz de decompor o açúcar proveniente da dieta transformando-o em ácido, que causa desmineralização dos dentes. Assim, simplificadamente, o acúmulo prolongado dessas bactérias na superfície dental pode causar severas perdas de substância dos dentes, a ponto de vermos um orifício no dente, o qual chamamos de cárie. A progressão desta destruição acaba por atingir a polpa (canal), causando dor e a necessidade do tratamento do canal.

Entretanto, com o PROGRAMA DE PREVENÇÃO desenvolvido por nossa equipe, podemos impedir que novas lesões de cárie apareçam. Consulte-nos!

O flúor ajuda a tratar os dentes?

O flúor é um elemento químico natural, comprovadamente eficaz na prevenção de lesões de cárie. A água de abastecimento possui as quantidades necessárias de flúor. Entretanto, esse elemento é apenas auxiliar no combate à cárie, sendo que as principais ações preventivas são as visitas regulares ao dentista e a correta higienização da boca.

Ainda, em algumas situações, como pacientes com lesões incipientes (lesões iniciais de cárie que podem ser revertidas) ou com alta prevalência de cárie, podem ser recomendadas doses extras de flúor, tratamento este realizado no consultório com a supervisão de um profissional.

Entre os alimentos adoçados, quais são os mais prejudiciais aos dentes?

São aqueles que, por sua consistência pegajosa, aderem aos dentes e se mantém por longo tempo na boca; temos como exemplo o pé-de-moleque, o quebra-queixo, balas tipo toffee, pirulitos e outros. Entretanto, esses doces podem ser ingeridos se, após a ingestão, o paciente realizar a correta higienização bucal.

Comer alternadamente alimentos frios e quentes causa algum mal aos dentes?

Evite ingerir alimentos muito quentes em seguida de alimentos muito frios, ou vice-versa, pois podem ocasionar rachaduras no esmalte e danos à polpa dos dentes, devido à contração/expansão térmica.

Tomar antibióticos enfraquece os dentes?

Não, os antibióticos não enfraquecem os dentes. O que ocorre é que os antibióticos infantis são apresentados na forma de solução açucarada para melhor aceitação da criança, sendo o açúcar o principal vilão para os dentes dos pequenos. Assim, após a ingestão do remédio, é recomendada a higienização bucal.

A PREVENÇÃO É A ODONTOLOGIA DO FUTURO.

Qual escova de dente devo comprar?

Atualmente, existem diversos tipos, tamanhos, formas, cores e desenhos de escovas, tornando a escolha um desafio! Entretanto, para serem ideais, as escovas devem possuir algumas características básicas, como: cerdas macias, tamanho da cabeça pequena para poder alcançar regiões de difícil acesso e cabo com boa empunhadura. Destacam-se as escovas da Oral B , Colgate, as suecas da Marca Tepe e as suíças Curaprox e Edelweiss, que apresentam cerdas macias e resistentes.

Como devo guardar minha escova?

A escova de dente entra em contato direto com as bactérias da boca. Assim, para que esse instrumento tão importante para a higienização dental esteja sempre adequado para o uso, fique atento às dicas abaixo:

  • Limpe a escova após o uso, eliminando restos de alimentos e outros detritos que possam permanecer nas cerdas;
  • Após a limpeza,seque bem a escova antes de colocá-la em qualquer recipiente fechado, pois a umidade e o calor favorecerão a proliferação de fungos; de preferência, guarde-a em algum armário fechado, ventilado e longe do vaso sanitário;
  • Se a escova for guardada junto com outras, assegure-se que as cerdas não então tocando umas às outras para evitar a transmissão de bactérias.

Quando devo trocar de escova de dente?

Em geral, as escovas devem trocadas a cada 3 meses, que é quando as suas cerdas começam a perder seu formato original, o que diminui sua eficiência. Caso tenha ficado doente, como em casos de gripes e dores de garganta, também é recomendável trocar a escova.

Para que servem as escovas duras e médias?

As escovas duras e médias são usadas para a escovação de próteses. Elas nunca devem ser usadas nos dentes naturais ou na gengiva, pois causarão desgastes nos dentes e com certeza machucarão a gengiva.

Qual pasta de dente devo usar ?

Existe uma variedade muito grande de marcas comerciais disponíveis no mercado nacional.

A escolha deve ser baseada na sua necessidade terapêutica, que podem ser desde sensibilidade dental, anti-tártaro, anti-placa, maior concentração de flúor, clareadoras, orgânicas (com própolis, calêndula, etc.) , com clorexidina, dentre outras. Seu dentista é a pessoa certa para orientar sua escolha.

Saúde das gengivas

O que é doença periodontal?

É uma infecção bacteriana crônica que atinge a gengiva, osso e ligamento periodontal (fibras que inserem o dente no osso). Sua evolução leva à perda de osso que sustenta os dentes, causando a sensação de amolecimento e, em casos avançados, a perda dental.

As doenças periodontais atingem cerca de 75% da população maior de 25 anos. Consultas regulares ao dentista constituem a forma mais eficaz de detecção precoce e tratamento com as menores sequelas possíveis.

Qual a relação entre a doença periodontal e alterações sistêmicas?

Pesquisas demonstram a inter-relação da doença periodontal com doenças sistêmicas, tais como doenças cardiovasculares, osteoporose, baixo peso ao nascimento e parto prematuro de bebês, diabetes, AVC (derrame), dentre outros. As bactérias, presentes em maior número devido à intensa inflamação, caem na corrente sanguínea e podem atingir órgãos vitais, próteses articulares e válvulas cardíacas protéticas, causando sérios riscos de infecções, inclusive potencialmente fatais como a endocardite bacteriana, ou agravando alterações sistêmicas prévias.

Doença cardiovascular e doença periodontal

Pacientes com doença periodontal não tratada têm um maior risco de desenvolver doenças cardíacas e têm 2 vezes mais chances de sofrer um ataque cardíaco fatal, comparados a pacientes não-portadores da doença.

Gravidez e doença periodontal

A gravidez é sempre acompanhada por um aumento nos níveis de estrógeno e progesterona: no terceiro trimestre, seus níveis estão de 10 a 30 vezes maiores. Este aumento nos níveis hormonais pode levar a algumas preocupações com a condição periodontal. Estudos mostram um aumento na incidência de gengivite de 35 a 100% durante a gravidez, caracterizada por inchaço, sangramento e vermelhidão do tecido gengival.

Em alguns casos, formam-se abcessos ou crescimento gengival isolado devido à presença de placa e cálculo subgengival.

Se essas lesões aparecerem, devem ser removidas por um periodontista antes que ocorra algum dano maior.

Estudos recentes ainda associam a doença periodontal ao nascimento de bebês de baixo peso. Na presença de doença periodontal não tratada, pode ocorrer o nascimento de bebês prematuros e até 7 vezes menores que a média considerada normal. Esses dados preocupam, pois esses bebês têm chance muito maior de problemas de saúde futuros.

Doenças respiratórias e doenças periodontal

Há pesquisas que sugerem que as doenças periodontais são fatores de risco para algumas doenças respiratórias, como a rinite, a sinusite e a pneumonia.

Por que temos mau hálito?

Mau hálito ou halitose é o odor desagradável causados por compostos produzidos pelas bactérias. Sua causa mais comum é a higiene oral deficiente e/ou situações que provoquem o acúmulo de bactérias, como próteses mal adaptadas e restaurações defeituosas. Por isso, caso sinta que possa apresentar mau hálito, a primeira medida a tomar é consultar um cirurgião-dentista.

É importante salientar que todos nós podemos ter episódios de mau hálito, como pela manhã ou em casos de infecções na garganta. Nesses casos, medidas simples como a higienização ou cura da doença levam ao fim do mau hálito.

Outras causas são perturbações do sistema gastrointestinal, diabetes (odor de acetona ou fruta) e nefrite (odor amoniacal característico devido à concentração de ureia na saliva e sua decomposição em amoníaco pelas bactérias).

Como sabemos se estamos com mau hálito e como evitá-lo?

Devido aos mecanismos de adaptação do nosso corpo, o mau hálito é melhor percebido pelas outras pessoas do que pelo próprio paciente.

Existem alguns aparelhos denominados halímetros que detectam a presença de substâncias causadoras do mau hálito. Com um correto diagnóstico, é possível controlar e acabar com o problema.